terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Hora 11:50 por Unknown na categoria    Sem comentários

Certa vez, um profeta e seu discípulo, em viagem, pediram pousada em urna das residências que encontraram ao longo do caminho. Na hora do jantar, foi-lhes servido como alimentação apenas um copo de leite, Era a única coisa que o dono da casa tinha para oferecer, embora todos que ali moravam fossem pessoas saudáveis, tanto os pais como os filhos. A terra era boa, tinha bastante área para plantio, porém a família nada cultivava. Em toda a terra possuíam apenas uma vaca leiteira, de onde vinha o leite que sustentava toda a família.

Pela manhã, o profeta e o discípulo levantaram, agradeceram a hospedagem e continuaram viagem. Um pouco afastada da casa, viram que a vaca pastava à beira de um precipício. O profeta, então, ordenou ao discípulo:

Vá ate' lá e empurre a vaca para o penhasco. O discípulo inicialmente relutou, mas, como era obediente a seu mestre, fez o que o profeta mandara e empurrou a vaca no precipício. A vaca
morreu na queda e o discípulo ficou bastante consternado.

Alguns anos se passaram, e o profeta e o discípulo voltaram novamente aquela região, e mais uma vez pediram pousada na mesma casa. Observaram, imediatamente, que alguma coisa havia mudado naquela família. Já se viam plantações ao redor da casa, animais pastavam no terreno, todos se movimentavam e ocupavam-se com alguma tarefa.

Na hora do jantar, lhes foi servida uma comida excelente, preparada com os alimentos colhidos da própria terra, o que foi motivo de orgulho para todos. Pela manhã, o profeta e o discípulo despediram-se da família e continuaram viagem.

O profeta disse então ao discípulo:

- Se não tivéssemos empurrado a vaca no precipício, essa família nunca poderia ter se desenvolvido, trabalhando e cultivando a terra que possui.

Essa parábola nos mostra que devemos expandir nossas habilidades para coisas novas. Só assim a mente irá progredir. Mas nos ensina, também, que mudar hábitos e comportamentos as vezes requer sacrifícios e rompimentos drásticos com padrões que adotamos.



Hora 11:15 por Unknown na categoria    Sem comentários

Cuidado para não abortar grandes ideias

Em uma faculdade de medicina, certo professor propôs à classe a seguinte situação:

- Baseados nas circunstâncias que vou enumerar, que conselho vocês dariam a esta senhora, grávida do quinto filho? O marido sofre de sífilis, e ela, de tuberculose. Seu primeiro filho nasceu cego e o segundo morreu. O terceiro nasceu surdo. O quarto é tuberculoso e ela está pensando seriamente em abortar a quinta gravidez. Que caminho a aconselhariam tomar?

Com base nesses fatos, a maioria dos alunos concordou que o aborto seria a melhor saída para ela. O professor, então, disse aos alunos:

Os que disseram sim à ideia do aborto, saibam que acabaram de matar o grande compositor Ludwig van Beethoven.

Na vida, grandes projetos, excelentes ideias, às vezes são“abortados" assim que as pessoas envolvidas se vêem diante de situações difíceis. Tudo, para ser bem feito, leva tempo e exige perseverança,
tenacidade e entusiasmo.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Hora 08:53 por Unknown na categoria    Sem comentários

Há milênios existe em todas as grandes tradições um princípio segundo o qual "o que está em cima, está embaixo" e também "o microcosmo reproduz o macrocosmo".

 Por outro lado, a experiência transpessoal descrita pela psicologia transpessoal, tem como uma das suas manifestações essenciais uma vivência segundo a qual o todo está em todas as partes. Uma descoberta recente tende a confirmar, no plano da física, essas afirmações e vivências: o holograma.

O holograma é uma chapa fotográfica, que, por meio de um sistema laser, reproduz um objeto ou pessoa em três dimensões, no espaço. Se cortarmos essa chapa em duas ou quatro, obteremos duas ou quatro reproduções do conjunto. A informação do conjunto encontra-se em todas as partes. Tal princípio levou o neurologista Pribam a enunciar uma teoria holográfica do cérebro; ele seria um holograma em que a informação do todo estaria distribuída em todos os lugares. David Bohm emite a teoria segundo a qual o próprio universo seria um vasto holograma. No plano genético encontramos a totalidade da informação em todas nossas células. Cortando um embrião de cavalo em quatro, obtém-se quatro cavalos vivos. O mesmo pode-se dizer da nossa sociedade, pois se encontra em todos os espíritos humanos através da informação cultural. Podemos ainda afirmar, como faz Edgard Morin ao enunciar o princípio holográfico que ele endossa inteiramente, que o "mundo está em nosso espírito, o qual está no nosso mundo". O nosso espírito-cérebro "produz" o mundo que produziu o "espírito-cérebro".

Isso nos leva a uma teoria não fragmentada da informação que seria comum ao mundo da matéria, da vida e dos programas. Além da Física, Biologia, falta uma ciência que agrupe o estudo inter-disciplinar dos programas e da informação ao nível da matéria, da vida e dos seres inteligentes, mais particularmente humano. Uma ciência que compararia as leis e a informação que regem a microestrutura e macro do universo físico, a biogenética, psicologia animal e humana, assim como a antropologia cultural. Seria o estudo do que chamamos de holoprogramação. Poderíamos chamar esta nova ciência de Holoprogramática.


Hora 08:01 por Unknown na categoria    1 comentário

A mente não é a fonte da consciência nem da percepção. Toda consciência condicionada - a consciência que depende do pensamento, da emoção ou da sensação - não é a verdadeira consciência.

Ela é como uma luz refletida num espelho, não a verdadeira fonte da luz. A consciência verdadeira está além de todos os objetos e qualidades, e não dependente de nenhum instrumento físico, sensorial ou mental. Essa consciência pura é o nosso verdadeiro Eu Superior. Em nosso Eu Superior não-condicionado, somos o mesmo que todos os seres. Esse é o Eu Supremo (paramatman) de Vedanta, a suprema filosofia védica que fundamenta o Ayurveda.



O Eu Supremo existe além de Deus e da alma individual. Ele transcende todos os seres, todos os mundos, e os três gunas. Enquanto a consciência condicionada se compõe de pensamentos, o verdadeiro Eu superior é percepção isenta de pensamento. Ele é a verdadeira luz que ilumina as alterações da mente, e nunca é afetado por elas. Ele é a unidade por trás da alma e Deus, que inclui todo o mundo da natureza no absoluto informe. Trata-se de paz imutável no âmago da mente, por meio da qual transcendemos, de imediato, todos os problemas psicológicos.

Pondo-se de lado o ego e despertando nossa alma (Jiva), aos poucos entramos em contato com esse Eu Superior. Todo contato com nosso verdadeiro Eu, eleva-nos para além de todos problemas humanos. Para tranquilizar a pessoa com distúrbios psicológicos, por vezes basta resgatar o uso apropriado da mente condicionada; contudo, ir além de toda tristeza requer que conheçamos nosso verdadeiro Eu Superior, e toda cura real da mente se veneficia até mesmo do mínimo contato com nossa natureza verdadeira.

Acabar com o condicionamento negativo da mente é necessário tanto para a harmonia psicológica como também para a compreensão de si mesmo. A diferença é que, para perceber nosso verdadeiro Eu Superior, um nível mais profundo de perda de condicionamento deve ser alcançado, mais do que é necessário para resolver nossos problemas psicológicos, como medo, raiva, ou depressão. A preocupação do yogue é desenvolver a consciência para criar um receptáculo apropriado para a percepção do Eu Superior, sempre presente, mas obscurecido pelos mutáveis pensamentos. A preocupação do médico ayurvédico é desenvolver a consciência a fim de fazer face a nossos problemas de seres humanos comuns. A purificação de consciência é comum a ambos. Trata-se do mais importante, tanto para a cura mental, como desenvolvimento espiritual.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Hora 06:58 por Unknown na categoria    Sem comentários
O planeta Terra obedece não só às leis newtonianos e às leis energéticas de Einstein, mas também, e principalmente, às leis divinas, compostas de corpo, alma e espírito, os seres humanos.

A partir da última década, passamos a receber subsídios de energia substanciais da espiritualidade para nos fortalecer, preparando-nos para quebrar barreiras que, durante séculos, impediram um crescimento mais significativo do ser humano. Essa energia sempre existiu. Na Índia é conhecida por Akasha; no Tibet, fohat, entre os Romanos é chama de Aether. Paracelso a denominou energia primordial, Mikao Usui, mestre de reiki, de energia rei. A ciência a conhecer por quinta essência, energia desconhecida, energia escura, um tipo de energia de alta frequência, muito além da própria energia física, essencialmente diferente dela, cujos componentes básicos são praticamente subpartículas antigravitacionais, tais como os neutrinos, os neutrides e os táquions, por exemplo. Lee Carroll diz, por sua vez, que "existe uma nova energia no planeta, uma energia que nunca esteve aqui, o potencial de paz na Terra".



Há no ser humano um ponto de mutação, que é o pivô de mudanças. Esse ponto é o DNA. O índigo é portados de um "DNA capacitado", em oposição ao antigo DNA "restrito". Já viveram na Terra criaturas portadoras desse DNA capacitado: foram os grandes avatares.

Na atualidade, estamos presenciando a chegada, em grande número, de crianças índigo e cristais, que apresentam um DNA capacitado, potencializado para fazer milagres idênticos àqueles que foram realizados pelos discípulos de Jesus.

Muitas fantasias estão sendo divulgadas sobre a natureza e o comportamento dos índigos, para as quais não existe nenhum fundamento:


  •  Os índigos são os heróis e salvadores da humanidade;
  • São superdotados (o índigo usa os três lados do cérebro, esquerdo, direito e hipotalâmico - enquanto o superdotado, de modo geral, só usa o lado esquerdo, do raciocínio;
  • São portadores de todas as inteligências múltiplas (na prática observamos que usam só algumas dessas inteligências);
  • São dotados de visão holística e até holográfica (apresentam apenas um potencial a ser desenvolvido neste sentido);
  • São reservados nas manifestações de afeto;
  • São frios ou indiferentes (apresentam, na verdade, muito equilíbrio, graças ao uso dos três lados do cérebro);
  • São fracos;
  • Podem ver o campo magnético, a aura das pessoas;
  • Devem dedicar-se a profissões humanas, a ajudar a sociedade (os índigos apresentam condições e potencial para dedicar-se a várias profissões, não se limitando a somente essa opção)
Para finalizar, veja a tabela seguinte:






terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Hora 07:52 por Unknown na categoria ,    Sem comentários
É comum ouvir que a teoria quântica salva o livre arbítrio do determinismo newtoniano ou mesmo darwinista clássica. Investigando tais alegações, no entanto, rapidamente nos complicamos. Ou a teoria quântica "mínima" "unitária" pura, postula a dinâmica totalmente determinísticas, mas apenas resultados probabilísticos para observações. Algumas interpretações da teoria quântica - a maioria rastreáveis ​​a John von Neumann, inventor da arquitetura dos computadores atuais - modifica a teoria quântica pura, assumindo que as observações perturbam a dinâmica de outra forma determinística, de uma forma não-determinista. Alguns físicos, se concordam com von Neumann sobre observações mudando a dinâmica ou não, insistem que os observadores "escolhem" o que observar, portanto, todas as "observações" exigem o livre-arbítrio. Outros retratam um universo em tudo, incluindo observações, "apenas acontece", enquanto outros ainda insistem em que, num sentido importante, nada acontece. Então, qual é a resposta certa? Será que a teoria quântica salva o livre arbítrio ou não?



Em 2006, John Conway e Simon Kochen publicaram um "teorema do livre arbítrio", que mostrou, sujeitas a hipóteses de relatividade especial e a teoria quântica pura, que, se as ações de um observador não são determinadas pelos acontecimentos de seu passado, então o comportamento de o que quer que ela está observando, não pode ser determinado pelos acontecimentos no seu passado também. Eles estão perfeitamente na frente, sobre o que isso significa: ". Partículas fundamentais estão continuamente fazendo suas próprias decisões" se alguém em qualquer lugar tem livre arbítrio, então que fazer partículas elementares, ou como Conway e Kochen colocou,

O teorema Conway-Kochen salva o livre-arbítrio, mas é claramente uma faca de dois gumes. Se tudo tem livre arbítrio, então o livre-arbítrio não é especial - Tendo livre-arbítrio não é grande coisa. Então, vamos olhar um pouco mais atento ao que o teorema significa. Na relatividade especial, o "passado" de algo inclui todos os eventos que podem afetar esse algo com uma influência causal, aviajar não mais rápido que a luz. O "passado" de um observador é, por conseguinte, tudo o que o observador poderia obter alguma informação sobre, mesmo em princípio. Mas isso também é uma faca de dois gumes, uma vez que significa que um observador nunca se sabe o que está acontecendo agora. A luz viaja 186.000 milhas por segundo, para que possa obter de qualquer lugar na Terra para você na metade do tempo que você leva para se tornar consciente de algo acontecer, mas sua consciência ainda está agarrando o que aconteceu, não o que está acontecendo agora. Será que perderá qualquer livre arbítrio devido ao que está acontecendo agora? Será um elétron?

A teoria quântica aconselha cautela aqui. Na teoria quântica pura, de qualquer modo, o estado físico de todo o universo evolui como um. Na teoria quântica pura, tudo está enredado e emaranhamento não é causalidade, é conectividade. Esta conexão não tem nada a ver com a velocidade da luz: tanto você como o elétron está conectado com todo o resto do universo agora. O que você está fazendo, e o que o elétron está fazendo - na verdade, o que cada coisa individual está fazendo - é apenas o que todo o universo está a fazer, agora. O teorema Conway-Kochen limita os efeitos deterministas do seu passado individual, mas se tudo estiver conectado, seu passado individual não importa. O que importa é o passado de todo o universo, e o passado de todo o universo inclui tudo. Assim, o teorema Conway-Kochen há proteção: se tudo está conectado, você não tem o livre-arbítrio, afinal. Nada tem livre-arbítrio.

Mas espere um minuto. Talvez nenhuma coisa individual tenha livre-arbítrio, mas nada diz que todo o universo não pode ter livre arbítrio. Isso funciona tanto com o teorema de Conway-Kochen e a idéia de conectividade universal. Talvez a resposta certa não é que cada coisa tem o livre-arbítrio, ou que nenhuma coisa tem livre-arbítrio, mas sim que tudo - todo o universo totalmente conectado - tem livre arbítrio.

O universo sendo livre, vai voltar no velho, determinista e newtoniano mundo! É a livre vontade individual que conta. O teorema Conway-Kochen salva-o, mas, em seguida, a conectividade universal leva-o. O que se passa? O que aconteceu com a ideia de que a teoria quântica é melhor do que o determinismo clássico?

Você é o Universo experienciado a si mesmo

Vamos fazer backup de qualquer coisa novamente. Na teoria quântica pura, o universo evolui como um. O "como um" aqui é sério: se você tirar até mesmo um elétron, as coisas são diferentes. Ser parte de um universo totalmente conectado não significa que o que você faz é determinado por essa parte ou essa parte, isso só significa que o que você faz é determinado pelo que todo o universo está fazendo. Então, a situação é realmente melhor do que o teorema de Conway-Kochen; não se trata apenas de que seu passado não determina o seu futuro, nenhuma parte do passado, mesmo um muito maior do que apenas o seu, determina o seu futuro. Apenas todo o passado de todo o universo determina o seu futuro, e nem você nem qualquer outro observador pode observar todo o passado, mesmo em princípio. Assim, ninguém, mesmo se eles poderiam olhar para todo o resto do universo, pode prever o futuro. Esta, aliás, não é verdade apenas de você, mas também de elétrons. Nenhum observador, mesmo se eles podem olhar para todo o resto do universo, pode prever o comportamento de um único elétron.

É um futuro que nenhum observador, não importa quão grande ou poderosa, pode prever tão bem como o livre-arbítrio? Será que é mesmo distinguível de livre-arbítrio? Se até mesmo o comportamento dos elétrons é imprevisível em princípio, essas questões ainda importam?

domingo, 6 de dezembro de 2015

Hora 06:34 por Unknown na categoria , ,    Sem comentários
É um pensamento assustador que o homem também tem um lado de sombra para ele, que consiste não apenas de fraquezas, mas de um dinamismo positivamente demoníaco. O indivíduo raramente sabe sobre isso; para ele, como um indivíduo, que é incrível que ele nunca deve, em nenhuma circunstância, ir além de si mesmo. Mas deixe que essas criaturas inofensivas formem uma massa, e surgirá um monstro feroz. ~ Carl Jung, "Na psicologia do inconsciente."



Se você é verdadeiramente honesto sobre seu autoconhecimento, durante a sua jornada de Involução, você vai se deparar com muitos aspectos e traços sobre si mesmo que você vai achar difíceis - se não completamente perturbadores - para aceitar.

No domínio da psicologia, o psicólogo renomado Carl Jung dedicou um monte de estudos para este problema da "Sombra", que está sendo profundamente investidos na pesquisa de conhecimento esotérico e espirituais das antigas escrituras, não só para tratar a mente do homem, mas a sua alma também.

Em resposta a sua preocupação séria, Jung criou os modelos dos Arquétipos, um conceito em que ele acreditava que nossa mente inconsciente estão fragmentadas ou estruturadas em diferentes "eus" em uma tentativa de organizar como nós experimentamos coisas diferentes na vida.   Dois dos principais arquétipos de Jung são A Persona e A Sombra.

O nascimento da Sombra

Como que é exatamente a "Persona" e a "Sombra"? Bem, a Persona, de acordo com Jung, define o que nós gostaríamos de ser e como queremos ser vistos pelo mundo.   A palavra "persona" é derivado de uma palavra latina que significa literalmente "máscara", no entanto, neste caso, a palavra pode ser aplicada metaforicamente, representando todas as diferentes máscaras sociais que vestimos entre diferentes grupos de pessoas e situações.

Por outro lado, a Sombra é um arquétipo que faz parte da mente inconsciente e é composto de ideias reprimidas, instintos, impulsos, fraquezas, desejos, perversões e medos embaraçosas.   Este arquétipo é frequentemente descrito como o lado mais sombrio da psique , representando selvageria, caos e o desconhecido. Jung acreditava que estas disposições latentes estão presentes em todos nós, em muitos casos, formando uma forte fonte de energia criativa.

Todos nós nascemos como telas em branco. Mas em algum momento durante o nosso desenvolvimento infância, aprendemos conhecimentos externos que nos ensinam a separar as coisas em bem e mal. No momento em que nós comemos a partir desta árvore do conhecimento, nossas sombras nascem e começamos a nos dividir. Além disso, em nosso processo cultural "socialização", começamos a resolver essas características dentro de nós que são aceitáveis ​​na sociedade, e esses traços inaceitáveis ​​que não são (que são posteriormente escondidos). Como Jung disse:

O que chamamos de consciência civilizada, separou-se e tem se separado por instintos básicos. Mas esses instintos não desapareceram. Eles simplesmente perderam o contato com a nossa consciência e são, assim, obrigados a afirmar-se de uma forma indireta. Isso pode ser por meio de sintomas físicos, no caso de uma neurose, ou por meio de incidentes de vários tipos, ou por humores inexplicáveis, esquecimento inesperado, ou erros na fala ... o homem moderno se protege contra vendo seu próprio estado de divisão por um sistema de compartimentos. Certas áreas da vida exterior e de seu próprio comportamento são mantidos, por assim dizer, em gavetas separadas e nunca são confrontadas com o outro.
 Assim, os traços da sombra escura que todos nós possuímos, acumula-se nos cantos da nossa mente inconsciente, sem tornar-se adequadamente integradas ao nosso consciente, porque nunca vemos o nosso estado de divisão em primeiro lugar (devido aos nossos 'psicológicos mecanismos de defesa'). E assim continuamos a acumular esses desejos escuros, motivações e medos.

Isto pode ser perigoso. Através da observação de muitos dos nossos alunos in-volutivos, por exemplo, eu me deparei com certos indivíduos que permitiram seus Eus "Sombra" acumularem-se por tanto tempo, que eles já entraram em erupção e dominaram a pessoa através de depressão ou um acidente inconsciente que acabou manifestando seu interior " Monstros ". Isso pode levar a conseqüências físicas, emocionais, psicológicas e interpessoais que podem durar por um tempo muito longo.

Repressão da Sombra

É compreensível que o nosso processo civilizatório nos obriga a reprimir aspectos de nós mesmos que não se encaixam com o ideal estruturado dessa sociedade. Nascemos inteiros e completos, mas aos poucos aprendemos a viver vidas fracionadas, aceitando algumas partes de nossa natureza, mas rejeitando e ignorando outras partes.

Um feriado para uma parte diferente do mundo vai mostrar-lhe como arbitrária algumas dessas divisões são. No Ocidente, por exemplo, o contato de olho é percebido como confiável e atraente, enquanto no Japão ele é percebido como arrogante e rude. No Oriente Médio arrotar após a refeição é um sinal de prazer, mas em qualquer outro lugar no mundo é visto como vulgar e grosseiro. E em programas de TV americanos que retratam assassinatos violentos é considerado mais aceitável do que mostrar nudez ou atos sexuais, enquanto que na Europa é o completo oposto. Estes são apenas alguns exemplos.

Basicamente, a repressão dos nossos traços negativos ou emoções em sociedade é uma das maiores barreiras em qualquer jornada das pessoas, no sentido de auto-amor, podem viver autenticamente. Como você pode completamente e de todo o coração aceitar quem você é, se houver lados de si mesmo que você está com muito medo de explorar?

Não me interpretem mal, a ideia de "Sombra" não se aplica apenas à psicologia. Muitos ensinamentos xamânicos antigos, incluindo os que eu fui ensinado, envolviam a preparação para uma doença ou a morte espiritual (por ascender em sua própria escuridão ou "Sombra"), e renascer em uma tentativa de fornecer-lhe a experiência e discernimento para curar a si mesmo e trazer essa sabedoria cura para as pessoas de sua tribo.

Assim, além de ideias da sociedade moderna de comportamento aceitável e não aceitável, o que mais provoca uma grande repressão da tal Sombra? Na verdade, vem de um monte de cornucópia infinita de "se sentir bem", os ensinamentos inspiradores do mundo externo. Se você notar, muito trabalho espiritual e religioso moderna gira em torno de se movendo em direção a "luz", aceitando a "luz" e buscando a "luz". No entanto, ao fazê-lo, nós ignoramos a totalidade do que é ser humano! Na verdade, muitos dos ensinamentos espirituais de idade e novas por aí fornecer um escape para aqueles que não querem ser responsáveis ​​pela totalidade de si mesmos e suas vidas. Compreensivelmente as energias "luz" são geralmente representados com valores nobres como o amor, paz, alegria, harmonia, compaixão, inteiramente ignorando os elementos mais escuros dentro de nós, como a raiva, a vingança, o controle, o medo, a vergonha, a competitividade, a inveja, a luxúria, etc. Uma vez que estas características mais escuras estão associados a 'negatividade', elas são evitadas por medo.

Curiosamente, muitos candidatos de crescimento espiritual, acham que de alguma forma todas as qualidades negativas dentro de si acabará por ser transcendidas. No entanto, a partir de minha própria experiência, abraçar sua escuridão interna permite a criação de um equilíbrio psicológico e espiritual, um todo integrado - Considerando que ao NEGAR isso, criaria o caos e desarmonia.

A palavra-chave aqui é "integrar", que vem da palavra latina  integratus, ou seja, de "fazer todo". Para integrar uma qualidade interior, é preciso tomar posse e responsabilidade para ela, em vez de rejeitá-la ou negá-la. Os benefícios são muitos; sanidade, cura e plenitude estão todos encontrados na integração. Por outro lado, o oposto de integração é a de "desintegrar" - ou seja, fragmentar e dividir em pedaços. Uma pessoa que "quebra" ou "cai por terra", por exemplo, é alguém que tem sido incapaz de lidar com o stress, e que ignorou muitos dos seus traços de personalidade, especialmente traços da própria sombra. Na realidade, uma pessoa fragmentada pode não lidar com a adversidade, porque elas têm nenhum centro no todo, e elas estão sempre a lidar com a vida dos cantos de suas peças de personalidade.




Abraçando A Sombra 

Nossa jornada de auto-exploração é um pouco como o Inferno de Dante. Antes de fazer o nosso caminho para fora do "inferno", devemos percorrer as profundezas de nossa escuridão interior. Muitas religiões simbolizam também nestas experiências. Dois exemplos famosos incluem o caso de Jesus, que teve de enfrentar Satanás no deserto, e encontro de Buddha com Mara (o Satanás budista) antes de seu "despertar".

Quando escrevo sobre abraçar ou integrar sua própria sombra, eu não quero dizer que você deva entrar em qualquer desejo que surge dentro de você. Entregando-se a sua raiva, por exemplo, irá simplesmente resultar em mais raiva. Ao abraçar a sua escuridão interior, quero dizer que é necessário você "aceita"-la. Aceitar sua escuridão irá permitir que você assuma a responsabilidade por si mesmo, e assim você realmente reconhecerá um desses traços escuros, e ao invés de evitá-los, de repente, eles vão parar de ter controle sobre você. Por ser honesto com nós mesmos, e aceitar os nossos elementos de sombra, que nos libera para realmente testemunhar as áreas desconhecidas da nossa mente, permitindo-nos ver que não somos esses elementos, mas simplesmente possuímos pensamentos, sentimentos e impulsos que vêm e vão. Você não pode simplesmente ir para "além do ódio" se primeiramente você não admite para si mesmo que você possui sentimentos de ódio.

Para experimentar completamente o auto-amor, devemos aprender a experimentar o nosso lado Sombra, e a viajar para a escuridão, as águas turvas do desconhecido corajosamente. Caso contrário, cada vez que condenar outras pessoas por suas características de sombra, nós somos, em essência, condenando nossos eus hipócritas no processo. Um todo e auto equilibrado é uma reconciliação de todas as partes, uma unificação interior. Não é uma indulgência das partes mais escuras da nossa natureza, mas uma aceitação e experiência direta deles à luz da consciência atenta e honesa profunda.

Este é todo o contrário de muitos métodos espirituais tradicionais abnegados de subjugar, negando, ou esteticamente disciplinando a si mesmo. Para ser autêntico, temos de abraçar o nosso interior - o que é culturalmente incomum ou bizarro. É surpreendente perceber que muitas vezes as características mundanas nas pessoas são o que é socialmente aceitável. Em essência, quaisquer traços de "primitivos" dentro de nós é enviado para o nosso Eu Sombra, mas, ao mesmo tempo, todas as ideias criativas, únicas, inovadoras e diferentes também são enviados para nosso Eu Sombra porque eles não são socialmente aceitáveis. Explorar sua escuridão não é necessariamente toda a desgraça e melancolia. Na verdade, você pode se surpreender com a infinita variedade de criativas e interessantes "coisas", que você acha que foram secretamente armazenadas. Para aceitar e abraçar o seu Lado Sombra, é preciso voltar e tornar-se "todo" novamente e, assim, provar um vislumbre do que é sentir-se "santo", autenticamente.