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domingo, 27 de dezembro de 2015
O IMPORTANTE na meditação é o estado da mente e do coração. Não é o que alcançais ou dizeis alcançar, mas o estado da mente que é inocente e vulnerável. Pela negação encontra-se o estado positivo. O mero esforço para juntar experiência ou nela viver, nega a pureza da meditação. A meditação não é um meio que leva a um fim. Ela é meio e fim. Mediante a experiência a mente nunca se tomará inocente. A negação da experiência é que faz nascer o estado positivo da inocência, que não pode ser cultivado pelo pensamento. O pensamento nunca é inocente. A meditação é a terminação do pensamento, mas não por parte do meditador, porque o meditador é a meditação. Sem a meditação, sois como um homem cego num mundo cheio de beleza, de luz e de cores.
Caminhai pela praia e deixai vir a vós o estado meditativo. Se ele vier, não o cultiveis. O que se cultiva se tornará a memória do que foi, e o que foi é a morte do que é. Ou, ao perambulardes pelos montes, deixai que tudo vos fale da beleza e da dor da vida, de modo que possais despertar para vosso próprio sofrimento e sua terminação. A meditação é raiz, planta, flor e fruto. São as palavras que separam o fruto, a flor, a planta e a raiz. Nesse estado de separação, a ação não cria bondade; virtude é percebimento total.
Era uma estrada longa e sombreada, arborizada de ambos os lados - uma estrada estreita que coleava através dos verdes e luzentes trigais, já a amadurecer. O Sol fazia sombras fortes,e as aldeias existentes em ambos os lados da estrada eram sujas, mal conservadas, flageladas pela pobreza. As pessoas de mais idade tinham o aspecto doente e triste, mas as crianças gritavam e brincavam na estrada, atirando pedras nas aves pousadas no alto das árvores. Naquela fresca e deliciosa manhã vinha dos montes uma amena viração.
Os papagaios e os mynahs (1) faziam naquela manhã muita algazarra. Os papagaios mal se podiam ver entre as folhas verdes das árvores; nos tamarindeiros eles tinham buracos, que eram suas moradas. Seu vôo em ziguezague era sempre cheio de gritos rouquenhos. Os mynahs, bastante mansos, andavam pelo chão. Deixavam a gente chegar bem perto deles, e só então alçavam vôo. O dourado papa-moscas, de plumagem auriverde, estava pousado nos fios, do outro lado da estrada. Era uma bela manhã, e o Sol ainda não tinha esquentado demais. Pairava no ar uma bênção e a paz que precede o despertar do homem.
Por aquela estrada ia passando um veículo puxado por um cavalo, de duas rodas e um tablado com quatro varas e uma coberta de lona. Nele, atravessado entre as rodas e envolto num pano branco e vermelho, era conduzido um morto para ser incinerado à margem do rio. Ao lado do cocheiro, estava sentado um homem, um parente talvez, e o corpo ia aos sacolejos, por aquela estrada nada suave. Vinham de bem longe, pois o cavalo estava banhado em suor; o corpo percorrera toda aquela distância, às sacudidelas, e já devia estar completamente hirto.
O homem que nos visitou mais tarde, naquele dia, disse ser instrutor de artilharia na marinha. Veio com a mulher e dois filhos e parecia muito sisudo. Após as saudações, disse que desejava encontrar Deus. Não articulava bem as palavras, talvez por timidez. As mãos e o rosto revelavam habilidade, mas notava-se uma certa dureza na voz e no olhar pois, afinal de contas, ele era um instrutor de métodos de matar. Deus parecia estar tão remoto de suas atividades cotidianas! Até parecia sobrenatural: ali estava um homem que se dizia seriamente empenhado na busca de Deus e, entretanto, para ganhar o sustento, era forçado a ensinar aos outros a arte de matar.
Disse ser religioso e haver percorrido muitas das diferentes escolas desses homens chamados santos. Estava insatisfeito com todos e agora fizera uma longa viagem, de trem e de ônibus, a fim de avistar-se conosco, pois desejava saber como atingir aquele mundo maravilhoso que os homens e os santos sempre procuraram. A mulher e os filhos mantinham-se sentados, muito calados e respeitosos; e, do lado de fora, num galho pertinho da janela, estava pousada uma rola marrom-claro, a arrulhar baixinho para si mesma. Nem sequer uma olhada o homem lhe deu, e as crianças e a mãe continuavam sentadas, muito eretas, nervosas e sem sorrir.
Não se pode achar Deus; não há caminho para Ele. O homem inventou muitos caminhos, muitas religiões, muitas crenças, salvadores e instrutores, que crê o ajudarão a achar a felicidade eterna. O lamentável da busca é que ela conduz a uma certa fantasia mental, uma certa visão que a mente projetou e mediu pelas coisas conhecidas. O amor que ele busca é destruído por sua maneira de vida. Não se pode ter um fuzil numa mão e Deus na outra. Deus se tornou apenas um símbolo, uma palavra que, com efeito, perdeu sua significação, porque as igrejas e os lugares de devoção a destruíram. Naturalmente, se não credes em Deus, sois igual ao crente; ambos sofreis e estais sujeitos às aflições
de uma vida curta e vã; e as amarguras de cada dia tornam a vida uma coisa sem significação. A Realidade não se encontra no fim da corrente do pensamento, e o coração vazio se enche com as palavras do pensamento. Tornamo-nos muito aptos, inventamos novas filosofias e depois sofremos a amargura de vê-Ias fracassar. Inventamos teorias de como alcançar a realidade final, e o devoto vai ao templo e se perde no meio das imaginações de sua própria mente. O monge e o santo não encontram aquela realidade, porque ambos pertencem a uma tradição, a uma cultura que os aceita como santos e monges.
A pomba rola foi-se, a voar, e a beleza da montanha de nuvens paira sobre a região - e a Verdade está onde nunca a procuramos.
sábado, 26 de dezembro de 2015
MEDITAÇÃO não é fuga ao mundo; não é atividade egocêntrica, isolante, porém, antes, a compreensão do mundo e seus usos. Pouco tem o mundo para oferecer, além de alimento, roupa e morada, e do prazer com seu séquito de aflições.
A meditação é um movimento para fora deste mundo; pois temos de ficar fora dele. Então, o mundo tem significação e é constante a beleza do céu e da terra. Então, o amor não é prazer. Daí nasce uma ação que não é resultado de tensão, de contradição, da busca de preenchimento, ou da arrogância do poder.
Nosso quarto dominava o jardim e, trinta ou quarenta pés abaixo, estendia-se o largo rio, sagrado para alguns, mas para outros uma bela extensão de água, aberta aos céus e à glória da alvorada. A outra margem era sempre visível, com sua aldeia e suas árvores copadas e o recém-plantado trigal de inverno. Do quarto via-se a estrela matutina e o Sol elevar-se lentamente acima das árvores; e o rio estendia uma senda de ouro para o Sol.
De noite o quarto era muito escuro e a larga janela mostrava todo o céu do sul. Nesse quarto, certa noite, entrou, com muito alvoroço - uma ave. Acendendo a luz e saltando ao chão, vimo-la debaixo da cama. Uma coruja. Media cerca de um pé e meio de altura, tinha olhos enormes e um bico temível. Ficamo-nos fitando, bem perto um do outro, a poucos pés de distância. Assustava-a a luz e a proximidade de um ser humano. Assim estivemos largo tempo, a encarar-nos sem pestanejar e nem uma só vez ela perdeu a sua altivez e sua selvagem dignidade. Viam-se-lhe as garras cruéis, as leves penas e as asas, apertadas contra o corpo. Tínhamos vontade de tocá-la, de afagá-la, mas isso de modo nenhum ela permitiria. Assim, pouco depois, apagamos a luz e por alguns momentos houve silêncio no quarto. Passados alguns instantes, um bater de asas - sentimos o ar contra o rosto - e a coruja saiu pela janela. Não voltou mais.
Era um templo muito antigo; dizia-se que devia ter mais de três mil anos, mas sabe-se como o povo exagera. Sem embargo, ele era velho; fora templo budista e cerca de sete séculos atrás tornara-se templo hinduísta, sendo o Buda substituído por um ídolo hinduísta. Dentro era muito escuro e a atmosfera misteriosa. Havia pórticos com colunatas, longos corredores belamente entalhados, e sentia-se um cheiro de morcegos e de incenso.
Os devotos, recém-banhados, vinham entrando, de mãos postas, e circulavam por esses corredores, prostrando-se toda vez que passavam diante da imagem, vestida de sedas brilhantes. Um sacerdote cantava no santuário e era agradável ouvir o sânscrito bem pronunciado. Cantava sem pressa, e as palavras vinham, claras e graciosas, das profundezas do templo. Havia crianças, mulheres idosas e homens moços. Os homens que exerciam profissões tinham guardado suas calças e casacos europeus e vestido dhotis, e ali estavam de mãos postas e ombros nus, com muita devoção, sentados ou de pé.
E havia um poço cheio de água - um poço sagrado - com um grande número de degraus que a ele desciam e, em torno dele, colunas de rocha esculpida. Entramos no templo, deixando a rua cheia de poeira e de barulho, batida por um Sol brilhante e causticante e ali havia muita sombra e paz. Não se viam círios, nem pessoas ajoelhadas, porém apenas os que tinham feito a romaria em torno do santuário, a mover silenciosamente os lábios, em oração.
Naquela tarde veio visitar-nos um homem. Disse-nos ser crente do vedismo. Falava muito bem inglês, educado que fora em uma de nossas universidades, e tinha um intelecto brilhante, arguto. Advogado, ganhava muito dinheiro e seus olhos penetrantes nos olhavam especulativamente, estimativamente, e com certa ansiedade. Parecia ter lido muito, inclusive alguma coisa da teologia ocidental. Homem de meia idade, um pouco magro, alto, com a dignidade do advogado ganhador de muitas causas.
Disse: "Ouvi-vos falar, e o que dizeis é puro vedismo, modernizado, mas da velha tradição". Perguntamos-lhe o que entendia por vedismo. Respondeu: "Senhor, nós cremos que só existe Brahma, que cria o mundo e sua ilusão; e o Atman - que habita todo ser humano - pertence àquele Brahma. O homem deve despertar dessa consciência cotidiana da pluralidade e do mundo manifesto, assim como se desperta de um sonho. Tal como o sonhador cria a totalidade do seu sonho, assim a consciência individual cria a totalidade do mundo manifesto e das outras pessoas. Vós, senhor, não dizeis tudo isso, mas decerto o tendes em mente, porque nascestes e fostes criado neste país e, embora tenhais passado a maior parte de vossa vida no estrangeiro, sois uma parte desta antiga tradição. A índia vos produziu, quer vos agrade, quer não; sois produto da Índia e tendes mentalidade indiana. Vossos gestos, vossa imobilidade de estátua, quando falais, todo o vosso aspecto participa desta velha herança. Vosso ensino é decerto a continuação de tudo o que os nossos antepassados ensinaram, desde há tempos imemoriais".
Deixemos de parte esta questão, se este que está falando é um indiano criado nesta tradição, condicionado nesta cultura, se representa uma síntese do antigo ensino. Em primeiro lugar, ele não é hindu, isto é, não pertence a esta nação ou à comunidade dos brâmanes, embora nela nascido. Rejeita toda essa tradição de que o estais revestindo. Nega que seu ensino seja a continuação dos ensinos antigos. Não leu nenhum dos livros sagrados da Índia ou do Ocidente, porque eles são desnecessários ao homem que vê claramente o que se está passando no mundo - o comportamento dos entes humanos, suas intermináveis teorias, a propaganda, aceita sem protesto, de dois ou cinco mil anos, a qual se tornou a tradição, a verdade, a revelação.
Para esse homem que total e completamente rejeita a palavra, o símbolo e sua influência condicionadora, a Verdade não é uma coisa de segunda mão. Se o tivésseis escutado realmente, senhor, saberíeis que desde o começo ele tem dito que a aceitação da autoridade é a negação mesma da Verdade, e tem repisado que devemos ficar fora de toda cultura, tradição e moralidade social. Se o tivésseis escutado, não diríeis que ele é um indiano ou que está continuando a tradição antiga, traduzida em linguagem moderna. Ele rejeita totalmente o passado, seus instrutores, seus intérpretes, suas teorias e fórmulas.
A Verdade nunca está no passado. A verdade do passado são as cinzas da memória; a memória pertence ao tempo, e nas cinzas frias de ontem não se encontra a Verdade. A Verdade é uma coisa viva, não contida na esfera do tempo.
E agora, varrido tudo isso, podemos considerar a questão central do Brahma em que credes. Positivamente, senhor, a própria asserção dessa crença é uma teoria inventada por um espírito imaginativo - seja Shankara, seja o moderno e douto teólogo. Podeis "experimentar" uma teoria e dizer que, deveras, assim é; mas isso é ser como um homem criado e condicionado num mundo católico e que tem visões do Cristo. Tais visões, é óbvio, são a projeção de seu próprio condicionamento, e os que foram criados na tradição de Krishna têm experiências e visões oriundas de sua cultura. A experiência, por conseguinte, não prova nada. Reconhecer a visão como sendo de Krishna ou de Cristo é o resultado de conhecimento condicionado; tal visão, portanto, não é real, em absoluto, porém uma fantasia, um mito robustecido pela experiência e totalmente nulo. Porque necessitais de alguma teoria e porque aceitais alguma crença? Essa constante asserção de crença é sinal de medo - medo da vida de cada dia, medo do sofrimento, medo da morte e da total sem significação da vida. Por conseguinte, inventa-se uma teoria, e quanto mais sutil e erudita essa teoria, mais peso tem. E após dois ou dez mil anos de propaganda, ela se torna, invariável e irracionalmente, "a verdade".
Mas, se não aceitais nenhum dogma, vos vedes então frente a frente com o que realmente é. Esse "o que é" é pensamento, prazer, sofrimento, e o medo da morte. Compreendendo a estrutura de vosso viver diário - com sua competição, avidez, ambição e busca do poder - vereis não só a absurdeza das teorias, salvadores e gurus, mas também encontrareis a terminação do sofrimento, a terminação de toda a estrutura construída pelo pensamento.
A penetração e compreensão dessa estrutura é meditação. Vereis então que o mundo não é uma ilusão, mas uma terrível realidade que o homem, nas relações com seus semelhantes, construiu. Isso é que se precisa compreender e não essas teorias extraídas do vedismo, com os rituais e todo o aparato da religião organizada.
Quando o homem, sem nenhum motivo, é livre de medo, inveja ou sofrimento, só então a mente está naturalmente em paz e tranquila. Pode então não só ver a verdade na vida diária, de momento em momento, mas também transcender toda a percepção; por conseguinte, termina o observador e a coisa observada, cessa a dualidade.
Mas, além de tudo isso, e sem relação com essa luta, essa vaidade e esse desespero - e isto não é uma teoria - existe uma corrente sem começo nem fim; um movimento imensurável que a mente jamais pode apreender.
Ouvindo isto, senhor, ireis certamente construir uma teoria, e se gostardes dessa nova teoria, tratareis de propagá-la. Mas o que se propaga nunca é a Verdade. Só existe a Verdade quando estais livre da dor, da ansiedade, da agressividade que ora vos enchem a mente e o coração. Ao perceberdes tudo isso e alcançardes aquela bênção chamada amor, conhecereis então a verdade do que se está dizendo.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Hora 04:07 por Unknown na categoria meditação 2 comentários
Eu, como um professor de meditação, ouço isso o tempo todo: As pessoas dizem isso de uma maneira que faz parecer que só elas pensam, e isso que é seu único problema, ao invés da condição humana.
Tentar nos impedir de pensar é uma batalha perdida. Isso só vai criar resistência e agitar a mente ainda mais.
O problema não são os nossos pensamentos literalmente. É o nosso apego a eles. O que quero dizer com isso é que pensamos que somos os nossos pensamentos. Achamos que nossos pensamentos devem ser verdadeiros. Nós nos tornamos escravizados por nossos pensamentos. Esse é o problema.
Então, o que a meditação faz é nos ajudar a reconhecer os pensamentos para o que eles são. Como momentâneas, passageiras ocorrências em nosso fluxo de consciência. Uma vez que podemos ver os pensamentos como o que são, como objetos em nosso campo de consciência, então podemos colocá-los em perspectiva. Vendo os nossos pensamentos (em vez de serem levados por eles) nos permite nos separar deles. Podemos vê-los e reconhecer que, embora eles sejam uma parte de nós, eles não são nós.
O que nós somos é o fluxo de consciência em que ocorrem os pensamentos. A consciência já está lá. Sempre no fundo. O precursor para qualquer experiência. Os pensamentos apenas dão sabor a essa experiência.
Então, quando podemos ver os pensamentos como transitórios, apenas ocupando neste momento, então podemos reconhecer a sua impermanência. Podemos vê-los mudar, mesclar e mudar enquanto nos concentramos em nosso fluxo de consciência. O truque é tornar-se consciente de si mesmo consciente. Desta forma, podemos usar os nossos pensamentos como uma ferramenta para acessar a consciência. Os pensamentos tornam-se um trampolim para nós saltarmos para o campo da consciência de que o rodeia, e está por trás, cada pensamento.
Portanto, não há necessidade de nos impedir de pensar. Nós podemos usar os nossos pensamentos para aprimorar nossas habilidades de consciência. E ao fazê-lo, podemos ir além do pensamento e no espaço atrás de pensamentos. Desta forma, os pensamentos não são o problema, podemos usá-los como prática de alvo para a nossa consciência. Continuamente observando as idas e vindas de pensamentos em nosso campo de consciência.
Então, o nosso foco se torna o campo da própria consciência e os pensamentos se dissolvem naturalmente no fundo da nossa consciência. Eles serviram ao seu propósito e agora que já transcendeu pensamento, podemos encontrar espaço através da meditação.
Observe os seus pensamentos como se você estivesse se vendo por fora de si mesmo.
A beleza deste método é que ele exige nenhuma análise. Nós apenas usamos nossa própria consciência para dissolver pensamentos. Isso acontece naturalmente através de nossa consciência crescer. Não temos que fazer outra coisa senão estar ciente. Quando nos tornamos conscientes da nossa respiração, a respiração fica mais lenta. Não pela força, mas pelo efeito observador. O simples ato de observação diminui a nossa respiração. O mesmo conceito se aplica a nossos pensamentos. Observando os pensamentos diminuímos a frequência deles.
Tentar nos impedir de pensar é uma batalha perdida. Isso só vai criar resistência e agitar a mente ainda mais.
O problema não são os nossos pensamentos literalmente. É o nosso apego a eles. O que quero dizer com isso é que pensamos que somos os nossos pensamentos. Achamos que nossos pensamentos devem ser verdadeiros. Nós nos tornamos escravizados por nossos pensamentos. Esse é o problema.
Então, o que a meditação faz é nos ajudar a reconhecer os pensamentos para o que eles são. Como momentâneas, passageiras ocorrências em nosso fluxo de consciência. Uma vez que podemos ver os pensamentos como o que são, como objetos em nosso campo de consciência, então podemos colocá-los em perspectiva. Vendo os nossos pensamentos (em vez de serem levados por eles) nos permite nos separar deles. Podemos vê-los e reconhecer que, embora eles sejam uma parte de nós, eles não são nós.
O que nós somos é o fluxo de consciência em que ocorrem os pensamentos. A consciência já está lá. Sempre no fundo. O precursor para qualquer experiência. Os pensamentos apenas dão sabor a essa experiência.
Então, quando podemos ver os pensamentos como transitórios, apenas ocupando neste momento, então podemos reconhecer a sua impermanência. Podemos vê-los mudar, mesclar e mudar enquanto nos concentramos em nosso fluxo de consciência. O truque é tornar-se consciente de si mesmo consciente. Desta forma, podemos usar os nossos pensamentos como uma ferramenta para acessar a consciência. Os pensamentos tornam-se um trampolim para nós saltarmos para o campo da consciência de que o rodeia, e está por trás, cada pensamento.
Portanto, não há necessidade de nos impedir de pensar. Nós podemos usar os nossos pensamentos para aprimorar nossas habilidades de consciência. E ao fazê-lo, podemos ir além do pensamento e no espaço atrás de pensamentos. Desta forma, os pensamentos não são o problema, podemos usá-los como prática de alvo para a nossa consciência. Continuamente observando as idas e vindas de pensamentos em nosso campo de consciência.
Então, o nosso foco se torna o campo da própria consciência e os pensamentos se dissolvem naturalmente no fundo da nossa consciência. Eles serviram ao seu propósito e agora que já transcendeu pensamento, podemos encontrar espaço através da meditação.
Observe os seus pensamentos como se você estivesse se vendo por fora de si mesmo.
A beleza deste método é que ele exige nenhuma análise. Nós apenas usamos nossa própria consciência para dissolver pensamentos. Isso acontece naturalmente através de nossa consciência crescer. Não temos que fazer outra coisa senão estar ciente. Quando nos tornamos conscientes da nossa respiração, a respiração fica mais lenta. Não pela força, mas pelo efeito observador. O simples ato de observação diminui a nossa respiração. O mesmo conceito se aplica a nossos pensamentos. Observando os pensamentos diminuímos a frequência deles.
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